O amor do

"NÃO"

Por: Isabel Cristina Xavier dos Santos

Até os dias de hoje a família é considerada o meio de educação informal mais importante na vida de uma criança. É nela que se formam e moldam o caráter, os valores a solidariedade, senso de igualdade e autoestima.

         Neste triângulo pai-mãe-filhos, nada substitui o “velho lar”.

         A família tem a responsabilidade de formar o caráter, de educar para os desafios da vida, de perpetuar valores éticos e morais. No espaço da família o diálogo não tem preço. Pai e mãe tem que ser juntos, orientadores deste ser ávido para viver. E esta tarefa não é fácil, mas quem disse que o amor é fácil?

         Os pais tentam ser melhores que os seus pais para seus filhos. Mas nesse caminho erram, acertam, entram em conflitos; mas sempre com o objetivo de dar o melhor para seus filhos.

         Um dos problemas mais atuais é o de dizer “não”, às vezes por medo de magoar, de serem mal interpretados e aí transformam seus filhos em crianças sem limites.

          A criança pede e às vezes implora interiormente por um “não”, limites. As vezes se sentem “largados a sorte” e até sentem que não são amados; tornando-se crianças inseguras e com baixa autoestima.

         Se ao contrário de dizer “não”, dizer sempre sim, a criança achará que é invencível e   que sempre vencerá. Sendo que no primeiro “não”ou derrota na vida, não conseguirá se levantar e enfrentar os desafios da vida, pois isto não foi lhe mostrado pelos pais.

         A criança quer sentir a presença da autoridade (Pai) e do afeto (Mãe), que juntamente em acordo,  não deixará a criança confusa. Mas um  “não”  dado com certeza, firmeza e afeto; a criança crescerá sabendo que no futuro os pais verão neles o fruto daquilo que plantaram.

Isabel Cristina Xavier dos Santos

Pedagoga, Psicóloga e Psicopedagoga.

Cofundadora do Colégio Basic