Projeto alerta para falta de atenção dos pais aos filhos, em função dos onipresentes

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Campanha incentiva pais a “trocar” o celular pelos filhos

“Menino, larga esse celular!” Se você já falou ou ouviu essa frase e também acha que as crianças estão muito ligadas a aparelhos eletrônicos, está na hora de começar a prestar atenção nos próprios hábitos. Não só as crianças estão desenvolvendo uma dependência desses aparelhos, como os adultos estão negligenciando o convívio familiar em detrimento do

mundo digital.

O “fenômeno” já está sendo chamado de “violência virtual” e também é considerado abuso infantil. Para alertar sobre a situação, o Projeto Dedica, da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas (AAHC), lançou a campanha “Conecte-se ao que importa” ilustrando várias situações comuns no cotidiano das famílias contemporâneas.

Assinada pela TIF Comunicação, de Curitiba, a campanha traz uma série de ilustrações com títulos como “A conversa em casa pode passar dos 140 caracteres”; “Quando você larga o celular, seu filho é que vibra” e “Mãe, qual é a senha para conversar com você”. Os títulos são de Isadora Correia e as ilustrações de Juan Ignácio Hervas.

Para a médica pediatra e psicanalista Luci Pfeiffer, responsável pelo projeto, muitos pais ainda não se dão contam dessa nova realidade. “Os pais não nasceram com essa tecnologia, os filhos, sim. Então, eles acham bonito o bebê conseguir acessar o tablet com o dedinho, por exemplo, mas não se dão conta dos riscos futuros que o excesso de uso dessas tecnologias causa”, diz a médica, que também é doutora em Saúde da Criança e do Adolescente pela UFPR.

Para ela, o vício está generalizado e alcança pais e filhos. “Está ocupando o lugar do vínculo familiar, distorcendo e prejudicando a formação das crianças. Isso também é uma violência, alerta”.

 

 

 

 

Pesquisa

 

Segundo pesquisa global realizada pela AVG Technologies, no ano passado, os filhos se sentem trocados por smartphones dentro de casa. O estudo mostrou que, em comparação com outros países, os pais brasileiros são os que mais usam dispositivos móveis em excesso. A pesquisa apontou que 87% dos filhos ficam descontentes, com essa situação. Entre as crianças entrevistadas, 56% afirmaram que confiscariam os dispositivos móveis dos pais se pudessem. Os filhos afirmaram que frequentemente os pais se distraem usando o aparelho enquanto conversam com eles. No levantamento, 32% dos menores entrevistados afirmaram que se

sentiam desprezados quando isso acontece. Foram entrevistados 6.117 pessoas, pais e seus filhos com idades entre 8 e 13 anos, da Austrália, Brasil, Canadá, República Tcheca, França, Alemanha, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos. No Brasil, foram 316 entrevistados.

Primeiro passo

 

A campanha “Conecte-se ao que Importa” é o primeiro passo para alertar sobre essa situação. De acordo com a médica Luci Pfeiffer, despertar a atenção para essa “violência virtual” é muito importante para que os pais se conscientizem e mudem hábitos. “Nossa preocupação também é a prevenção”, diz a médica sobre o trabalho do Projeto Dedica em defesa dos direitos das Crianças e dos Adolescentes.

O Colégio Basic propõe a libertação do celular, pelo menos durante o tempo que passe com a sua família. Deixá-lo em cima do armário quando entrar em casa e não atendê-lo a não ser que seja uma ligação telefônica ou para verificar se há alguma mensagem de whatsapp ou outra de certa urgência, e nunca enquanto estiver com as crianças. Não tirar o celular da bolsa no parque. E, é claro, não olhar o celular durante as refeições. Ponha isso em prática e comprove que não foi tão terrível assim!!! Conecte-se ao que importa!!!

Fonte pesquisada: Gazetadopovo